Conquista: Servidores demitidos da Prefeitura fazem orações a Deus por rescisões em atraso

A exemplo da semana passada, um grupo de ex-servidores se reuniram em frente ao prédio da  Prefeitura Municipal de Conquista, na manhã desta segunda-feira (11), para cobrar rescisões em atraso.

Mais uma vez frustradas em suas reivindicações, as mulheres novamente apelaram a Deus, em orações, para ter os direitos trabalhistas assegurados. Uma nova rodada de negociação ficou acertada para a próxima quarta-feira (13), às 11 horas.

“Eles estão querendo nos vencer pelo cansaço, mas não vamos desanimar”, postou uma ex-ervidora em rede social. “Tem dinheiro para ornamentar a cidade, mas não tem para nós, que deveríamos ser prioridade. Estão pouco ligando para nós”, lamentou outra manifestante.

Uma corrente humana, com cerca de 100 pessoas de mãos dadas, se formou na Praça Joaquim Correia, onde fica a sede administrativa da Prefeitura.

O desespero era visível, com a maioria alegando não ter o que fazer diante de faturas vencidas e sem dinheiro para despesas do dia-a-dia. Durante a manifestação, alguns chegaram a sugerir que acampassem na Prefeitura até uma reposta favorável à causa.

Cartazes reforçaram as orações. “Senhor, derrame sobre nossas vidas o óleo do Seu espírito, da Sua sabedoria. Nós, servidores, queremos o que é de direito”, estava escrito num deles. “Saiba que acima do Céu e da Terra há um Grande Deus somente”, completou.

Elas também estiveram nas dependências da Prefeitura e seguiram o prefeito Herzem Gusmão (MDB) pelos corredores, exigindo o pagamento dos valores em aberto. Ele se comprometeu em participar da reunião, na quarta-feira.

Seguindo o planejamento da Secretaria de Finanças, a previsão de pagamento dos contratos com rescisão em 2013 seria em 20 de março deste ano. Os demais anos, ainda segundo a Prefeitura, em nota, seriam pagos seguindo o seguinte cronograma: 2014 (em 20/04); 2015 (em 20/05); e 2016 (em 20/06).

São exatamente os de maio e o de junho (ainda por vencer) que preocupam os ex-servidores. Sem apoio de representantes sindicais, alguns não descartam, inclusive, ocupar o prédio da Prefeitura até que o prefeito resolva quitar os valores.

Texto: site TV Sudoeste digital


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