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Acusado de matar ex-comandante da Guarda Municipal é condenado a 26 anos de prisão

Um dos acusados de matar o ex-comandante da Guarda Municipal, Marcos Vinícius Alves dos Santos, foi condenado a 26 anos de prisão nesta quinta-feira (4). Reginaldo Pereira foi julgado no Fórum Desembargador Filinto Bastos, em Feira de Santana, mas ele não compareceu ao julgamento e é considerado foragido.

Não ha informações se Reginaldo respondia ao processo em liberdade ou se já era foragido da Justiça antes mesmo do julgamento. O crime aconteceu em maio de 2014. Conforme descrito no processo, a motivação do assassinato teria sido porque o guarda agiu com truculência e estaria sendo esnobe durante a micareta de Feira de Santana, em 2014.

Marcus Vinícius foi morto em serviço, quando estava na companhia de dois colegas, no Parque Municipal Erivaldo Cerqueira, mais conhecido como Parque da Lagoa, no bairro Baraúnas.

Segundo a Polícia Civil, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e pediram água aos guardas. Quando Marcos virou-se de costas, um deles atirou contra a vítima e a dupla fugiu com a arma do guarda.

Na época do crime, familiares do guarda denunciaram que Marcos tinha sido ameaçado e mesmo assim trabalhava em um local de forma exposta.

Ainda em maio de 2014, guardas municipais de Feira de Santana realizaram um ato público com pedidos de melhorias nas condições de trabalho. O protesto se repetiu quase um ano depois do assassinato de Marcos Vinícius.

Em 17 de agosto de 2015, a polícia apresentou os suspeitos da morte do guarda. Conforme as investigações, Reginaldo foi o autor dos disparos.

Quando foi apresentado como suspeito da morte de Marcos, Reginaldo cumpria pena no Presídio Regional de Feira de Santana por sequestro de um comerciante de São Gonçalo dos Campos, ocorrido dois meses depois da morte de Marcos Vinícius.

Outro homem, identificado como Júlio Oliveira Ribeiro, conhecido como Juninho Cabeça, de 34 anos, também foi apresentado. Ele era suspeito de dirigir a motocicleta usada no assassinato.

Júlio Oliveira também tinha passagens pela polícia por assalto a mão armada e na época teria negado a participação no crime. No dia 3 de março de 2020, Júlio foi assassinato, com vários tiros, na localidade de Alto da Cabrita, no conjunto Viveiros, também em Feira de Santana.


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