O Ministério da Saúde divulgou no final da manhã desta sexta-feira (15) o pedido de exoneração do ministro Nelson Teich da pasta. Teich deixa o governo Bolsonaro um mês após assumir o cargo no lugar de Luiz Henrique Mandetta.

Teich assumiu o cargo no dia 17 de abril e teve uma passagem marcada por poucas aparições. Recentemente, Teich alertou para o risco da cloroquina, medicamento que o presidente Jair Bolsonaro defende no tratamento do novo coronavírus. Em entrevista coletiva na última quarta (13), Bolsonaro pediu que os ministros estivessem “afinados” com os ideais dele.

Outra controvérsia entre Teich e Bolsonaro aconteceu na última segunda-feira (11), quando o então ministro soube através de jornalistas que o presidente decretou academias, barbearias e salões de beleza com serviço essência.

Nelson Teich vai se pronunciar em entrevista coletiva na tarde desta sexta.


O atraso no pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mulher chefe de família) já ultrapassou 15 dias da primeira data anunciada pelo governo federal. Inicialmente, a previsão era de que esse ‘lote’ fosse iniciado no dia 27 de abril e finalizado em 5 de maio.

A expectativa pela liberação da segunda parcela é grande, mas o governo ainda não divulgou o calendário dos novos pagamentos a serem feitos pela Caixa Econômica Federal, que garante estar preparada e aguardando apenas definição do governo para liberar os créditos.

A primeira parcela ainda continua sendo paga à população. Entre os pedidos que seguem em análise estão o de pessoas que refizeram o cadastro, porque tiveram inconsistência nos dados informados anteriormente, como um número errado do CPF de algum dependente.


O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril que faz parte do inquérito sobre a suposta tentativa de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal é devastador para o presidente da República, dizem fontes ouvidas pelo blog.

A avaliação é que o vídeo comprova a acusação do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que o presidente da República tentou interferir na Polícia Federal.

Durante o encontro, Bolsonaro diz que sua família sofre perseguição no Rio de Janeiro e que, por isso, trocaria o chefe da superintendência da PF no Rio. O presidente acrescentou que, se não pudesse fazer a substituição, trocaria o diretor-geral da corporação e o próprio ministro da Justiça – à época, Sérgio Moro .

Na reunião, Bolsonaro – que apresentava um tom de irritação e mau humor – trata o superintendente da PF do Rio como seu segurança, e afirma que não iria esperar sua família ser prejudicada. G1


Uma mulher no estado do Espírito Santo teve o seu auxílio emergencial negado por constar em sua carteira de trabalho digital que trabalhava como presidente da República.

Segundo o site A Gazeta, a desempregada Adeyula Rodrigues não conseguiu receber os $R 600 por que ainda constava como funcionária do governo capixaba, na Secretaria de Educação e o outro na Prefeitura de Vila Velha, como auxiliar de secretaria.

Contudo, nenhuma das informações procedem pois a mulher deixou o trabalho em agosto do ano passado, onde trabalhou como cuidadora infantil.

De acordo com o colunista, Guilherme Amado, o erro leva a creditar que foi do Ministério da Economia, pois a Secretaria do Governo do Espírito Santo não tem a categoria de “presidente da República” para ser listada. Fonte: iBahia


O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, disse nesta quarta (6) que o pagamento da segunda parcela do Auxílio Emergencial deve ser mais rápido, uma vez que o governo já tem uma base de dados das pessoas que devem receber o benefício.

“O segundo lote de pagamentos será feito de uma maneira muito mais eficiente. Nós já temos uma base de dados das pessoas que receberão”, disse Guimarães.

Na coletiva de terça-feira (5), o presidente da Caixa já havia dito que, com a “curva de aprendizado” dos últimos dias, “o pagamento da segunda parcela deve ser mais rápido e a terceira mais rápida ainda”.

 

São três calendários de pagamento diferentes:

-quem se inscreveu para receber o Auxílio Emergencial através do aplicativo ou do site do programa;
-beneficiários que recebem o Bolsa Família;
-inscritos no Cadastro Único que não recebem o Bolsa Família e mulheres chefes de família. (M1)


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou recurso nesta quarta-feira (6) da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manteve a condenação do petista, em segunda instância, por conta do sítio em Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão foi unânime.

Com isso, Lula permanece com a condenação pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, com pena de 17 anos, um mês e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado e pagamento de 422 dias-multa (com valor unitário do dia-multa de 2 salários mínimos).

Por conta da pandemia do novo coronavírus, a sessão aconteceu de forma remota. O julgamento teve início no dia 27 de abril. O ex-presidente da República foi condenado em novembro do ano passado em segunda instância.

Esse é o segundo processo em que Lula responde na Justiça Federal após investigações na Lava Jato. O primeiro foi o caso Triplex, pelo qual foi condenado e preso, de abril de 2018 a novembro de 2019. No entanto, após o Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a prisão em segunda instância, também em novembro de 2019, o petista foi solto e aguarda o seguimento dos processos na Justiça. Bahia Notícia


A Polícia Federal identificou um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), como um dos líderes na articulação do esquema criminoso de fake news, segundo investigação sob sigilo do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, dentro da PF não há dúvidas de que a pressão exercida pelo presidente para haver mudanças na corporação se deve a isso. Bolsonaro já teria ciência de que o filho seria o alvo da investigação.

Para Bolsonaro, tirar Valeixo da direção da PF poderia abrir caminho para que ele obtivesse informações privilegiadas da investigação do STF ou, inclusive, pudesse trocar o grupo de delegados responsável pelo caso.


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o ministro Sergio Moro condicionou a saída do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, à indicação do nome dele para o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi revelada por Bolsonaro nesta sexta-feira (24) durante coletiva no Palácio do Planalto com todos os demais ministros do governo.

Segundo Bolsonaro, Valeixo havia afirmado para subordinados que estava cansado do cargo e já tinha intenção de sair, e por isso chamou Sergio Moro para debater o tema e a substituição do chefe da PF.

Bolsonaro disse que “mais de uma vez o senhor Sergio Moro disse que poderia trocar o Valeixo em novembro depois que o indicasse para o STF”. Segundo o presidente a resposta foi de que “não é por aí”. “O dia que tiver que submeter a qualquer subordinado deixo de ser presidente da República”, cravou.

Moro, no entanto, acusa o presidente Bolsonaro de interferir da Polícia Federal e  solicitar acesso a informações confidenciais (leia mais aqui). O ex-juiz pediu demissão do cargo nesta sexta pela manhã (veja aqui)

Bolsonaro reconheceu que havia descompasso com Moro em relação a escolha do nome substituto para a chefia da Polícia Federal. O presidente da República afirmou que Moro “relutou” em aceitar um nome indicado por ele. Bolsonaro se disse decepcionado com Moro, e ressaltou que cabe ao presidnete a escolha do nome do diretor da PF.


O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou que vai se falar às 17h sobre a saída de Sérgio Moro do governo. Bolsonaro disse que vai “restabelecer a verdade” durante o seu pronunciamento.

“Hoje às 17h, em coletiva, restabelecerei a verdade sobre a demissão a pedido do Sr. Valeixo, bem como do Sr. Sérgio Moro”, escreveu no Twitter.

Durante o discurso em que confirmou a sua demissão. Moro acusou Bolsonaro de pedir relatórios da Polícia Federal. O ex-juiz também desmentiu que tinha conhecimento da exoneração de Maurício Valeixo da Polícia Federal. BN


Conforme publicado anteriormente pelo Blog do Edyy, na manhã desta sexta-feira (24), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, confirmou a sua saída do governo federal. A entrega do cargo acontece após a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. Durante o pronunciamento, Moro citou “inteferência política” na exoneração.

O Diário Oficial da União (DOU) de hoje trouxe a exoneração de Maurício Valeixo do posto de diretor-geral do órgão, contrariando Moro, que avisou que se demitiria se isso fosse feito. Pelo menos até a noite de quinta (23), outros ministros tentavam negociar a permanência do ex-juiz no governo, mas a demissão do comandante da PF antes da conclusão das tratativas pode ter atrapalhado a reversão.

“Busquei postergar essa decisão, até sinalizando que poderia concordar no futuro. Pensei até que poderia ser feito, mas tive a sinalização de que seria um grande equívoco. Conversei com o presidente, houve essa insistência e disse que seria interferência política”, explicou.

Durante seu discurso, Moro destacou o trabalho realizado enquanto ministro e afirmou que “não houve um combate tão efetivo à criminalidade no Brasil”.

“A palavra tem sido integração. Atuamos muito próximos das forças de segurança estaduais e municipais. Nós realmente trabalhamos duro contra a criminalidade. Ouso dizer não houve um combate tão efetivo à criminalidade como foi nesta gestão. Trabalhando com os governos. Tivemos o caso da transferência das lideranças do PCC. Tivemos recentemente a prisão da maior autoridade do PCC. Tivemos recorde de apreensão de drogas. É importante tirar drogas das ruas. Feito pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal. Tivemos recorde de destruição de plantações de maconha, apreensão de produtos do crime, principalmente pela Polícia Federal. Pregamos a Força Nacional em todo território e acredito que ela deveria ser fortalecida”, disse.

Moro também falou sobre a importância do Poder Executivo não interferir em ações da Polícia Federal e citou a época da Operação Lava Jato.

“Antes de assumir o cargo, eu fui juiz federal por 23 anos, tive diversos casos criminais relevantes e desde 2014, em particular, tivemos a Lava Jato. Mudou o patamar de combate à corrupção. Existe muito a ser feito, mas o cenário foi modificado. Foi um trabalho do Judiciário, do Ministério Público e de outros órgãos, assim como a Polícia Federal. Desde 2014, tínhamos uma preocupação da interferência do Executivo nos trabalhos e isso poderia ser feito de várias formas”, indicou.

“Foi garantida a autonomia da Polícia Federal nas investigações. O governo tinha crimes gigantescos de corrupção, mas foi fundamental a autonomia da PF para realizar o trabalho. Isso permitiu que os resultados fossem alcançados. É um ilustrativo da importância de garantir o estado de direito, a autonomia das instituições. Num domingo qualquer, durante as investigações, o superintendente Valeixo recebeu uma ordem de soltura ilegal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi graças à autonomia dele que ele comunicou às autoridades judiciárias e foi possível rever essa ordem. Demonstra o empenho dessas autoridades e da autonomia”, afirmou Moro, que citou a “carta branca” dada por Bolsonaro no início de seu trabalho.

“No final de 2018, recebi o convite do então eleito Jair Bolsonaro e isso já falei publicamente. Fui convidado a ser ministro. O que foi conversado com o presidente é que teríamos um compromisso com o combate à corrupção e criminalidade. Foi me concedida carta branca para nomear os assessores desses órgãos. O presidente concordou e disse que me daria carta branca. Tive experiência por trabalhar na Polícia e como juiz. Aceitei para fazer com que as coisas evoluíssem. Entendi que a decisão foi bem acolhida pela sociedade. Estando no governo, me vi como garantidor da lei e da imparcialidade das instituições”, explicou.

Moro aceitou o convite e integrou o governo em novembro de 2018. Há meses, a relação entre o presidente e o ex-juiz da Operação Lava Jato vem se deteriorando, com a atuação de Moro e sua autoridade reduzida.

Além do comando da Polícia Federal (PF), Moro coleciona conflitos com Bolsonaro. Um exemplo é o pacote anticrime, principal projeto do ministro no governo e que não recebeu a atenção esperada do governo durante o tempo que tramitou no Congresso. Após ser aprovado, o presidente também não atendeu a maior parte das sugestões de veto feitas por Moro.

No mesmo período, Bolsonaro sancionou o projeto que institui a figura do juiz de garantias nos processos, mesmo com Moro contrário ao projeto.

Exemplos como esses foram minando a confiança e a relação entre os dois, uma vez que Moro não tem o poder prometido e Bolsonaro não encontrou no ministro o defensor desejado. Mais de uma vez, a imprensa nacional registrou a insatisfação do presidente com a falta de apoio público por parte de Moro, como aconteceu agora na crise do coronavírus.

VAZA JATO

A biografia de Moro também fica marcada pelo vazamento de supostas mensagens trocadas com os procuradores da Operação Lava Jato, em especial o coordenador da operação no Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol. Os diálogos, obtidos pelo site The Intercept Brasil e compartilhado com veículos como Folha de S. Paulo, El País, Buzzfeed News e o jornalista Reinaldo Azevedo, destacam a interferência do então juiz no trabalho do MPF.

Por exemplo, logo nas primeiras publicações da série conhecida como “Vaza Jato”, o Intercept abordou os processos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado por Moro no caso do triplex do Guarujá. As conversas mostram que o ministro discutia estratégias com Dallagnol e até adiantou o resultado de uma decisão, o que é ilegal, já que ele ocupava o posto de juiz responsável pelos processos da Lava Jato. Tanto Moro quanto Dallagnol nunca admitiram a veracidade do conteúdo.