Blog do Edyy

Divulgação de pesquisa sobre disputa pelo governo em 2022 gera embate em sessão da AL-BA

A divulgação da pesquisa Real Time Big Data que aponta ACM Neto (DEM) liderando as intenções de voto para o governo da Bahia segue movimentando a política local.

O levantamento foi alvo de embate entre representantes da oposição e do governo na Assembleia Legislativa, em sessão nesta quarta-feira (21).

Pela pesquisa, o ex-prefeito de Salvador lidera a corrida com 41%, contra 27% do senador Jaques Wagner, provável candidato do PT na disputa.

O líder na bancada da oposição na AL-BA, Sandro Régis (DEM), voltou a exaltar o desempenho de Neto no levantamento.

De acordo com o demista, a pesquisa revela a vontade de “alternância de poder” da população baiana após quase 16 anos de governos do PT.

O correligionário Alan Sanches também comemorou os resultados. Na visão do deputado, o levantamento expõe o “desgaste” e a “fadiga” provocados pelo longo período em que os adversários estão no comando do governo estadual.

“Há um cansaço do grupo político que já está nessa panelinha há 15 anos. Com isso, a sociedade baiana percebe que pode evoluir muito mais”, disse. Sanches também fez críticas ao trabalho do governador Rui Costa nas áreas da saúde e educação.

Resposta

Líder do governo na Casa, Rosemberg Pinto (PT) rebateu as declarações. “Eu tive uma leitura diferente da que faz o deputado Alan Sanches e faz o deputado Sandro Régis. Venho acompanhando as pesquisa, e é o inverso. Há um crescimento do senador Jaques Wagner na expectativa de eleição daqui a 15 meses e uma queda do ex-prefeito ACM Neto”, analisou.

“Além do mais, o ex-prefeito, desde que deixou a prefeitura, está em campanha todos os dias, com uma estrutura montada, e aqui não faço nenhuma crítica, pelo contrário. Tem rodado o estado da Bahia, conversando com lideranças, conversando com a sociedade no sentido de se posicionar. E ainda assim o resultado é decrescente, de oito meses atrás. Então essa pesquisa é o retrato desse momento”, continuou o deputado.

Rosemberg disse ainda que “não quer comemorar pesquisa, mas sim resultado nas eleições”. “O ex-governador Paulo Souto comemorou pesquisas e Jaques Wagner virou governador ganhando no primeiro tempo”, relembrou.

Levantamento

A pesquisa encomendada pela Record TV Itapoan, divulgada na terça-feira (20), também mostra o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), com 4% das intenções de voto, e o deputado estadual Hilton Coelho (Psol) com 2%, no cenário estimulado – quando os nomes dos candidatos são apresentados para o entrevistado.

No quadro que leva em conta os possíveis apoios de candidatos à presidência da República, a margem entre Neto e Wagner cai dos 14% para 6% (35% a 29%). O cenário hipotético leva em conta o apoio de Ciro Gomes (PDT) ao demista e de Lula (PT) ao correligionário.

Com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Roma sobe para 15%, enquanto Hilton permanece com 2% apoiado por Guilherme Boulos (Psol). Bnews

Carletto reúne forças para ser vice de Wagner enquanto Leão mira prefeito de Itaberaba

A manutenção da aliança entre PT, PP e PSD, firmada desde 2010, é um elemento central para se pensar 2022 na Bahia. Na perspectiva atual, uma repetição de cenário – PT na cabeça de chapa, PP na posição de vice e PSD disputando a vaga no Senado -, não entrará no rol das novidades, ainda que falas recentes, advindas principalmente de personagens do PP, sugiram que o momento é propício para mudar a posição das cadeiras.

Enquanto esse cenário ideal não ganha contornos de realidade, as tratativas internas na própria legenda vão se desenhando, começando pelo deputado federal Ronaldo Carletto (PP). Uma fonte próxima ao núcleo do “trio partidário” confirmou que não é apenas burburinho o desejo do parlamentar de se cacifar para disputar a posição de vice na chapa majoritária. Carletto, inclusive, já estaria realizando conversas com outros deputados, tanto federais como estaduais. A ideia é figurar na chapa liderada pelo senador petista Jaques Wagner em disputa pela sucessão de Rui Costa (PT).

De acordo com a notícia publicada pelo site Bahia Notícias, a movimentação pode esbarrar, no entanto, na preferência do atual vice-governador e presidente estadual da sigla, afetivamente chamado de o Bonitão, João Leão (PP). A preferência, neste caso compartilhada com seu filho, o deputado federal Cacá Leão, seria a indicação do atual prefeito de Itaberaba, Ricardo Mascarenhas. O maior entrave até o momento para a satisfação da preferência de pai e filho seria a postura do próprio Mascarenhas, que, até então, tem se recusado.

A aliança PT, PP e PSD se consolidou em 2010, quando Wagner foi eleito para seu segundo mandato como governador. A relação entre os três favoreceu, inclusive, a expansão das bancadas governistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde então. Atualmente, as legendas têm as maiores bancadas na Casa. São 30 cadeiras no total, sendo 11 do PT, 10 do PSD e 9 do PP. Ocupam também a gestão de um alto contingente de municípios nas mais diversas regiões da Bahia

Bolsonaro cogita desistir de disputar reeleição caso não seja adotado voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar o modelo de votação eletrônica no país e insinuou que pode desistir da candidatura à reeleição em 2022, caso não tenha o modelo de voto impresso. A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada.

“Eleição sem voto auditável não é eleição, é fraude”. Bolsonaro disse ainda que os votos das urnas eletrônicas serão auditados dentro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “de forma secreta” e “pelas mesmas pessoas que liberaram o Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva] e o tornaram elegível”.  “Olha, eu entrego a faixa para qualquer um, se eu disputar eleição…”, deixou no ar Bolsonaro. “Agora, participar dessa eleição com essa urna eletrônica…”, completou, insinuando que pode não participar.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, todos as fases da votação são auditáveis e podem ser acompanhadas por integrantes dos partidos políticos do país. O retorno do voto impresso foi testado em 2002 e descartado por várias falhas no processo.

Com informações do Correio do Povo

Fraternos: Robério perde direitos políticos e terá que pagar quase R$ 2 milhões de reais

O Tribunal de Justiça da Bahia condenou o ex-prefeito de Eunápolis, Rogério Oliveira a pagar 1.600.000 (Um milhão e seiscentos mil reais). Na decisão desta quinta-feira 01 de julho, Robério também teve seus direitos políticos suspensos por 08 anos.

Robério e sua esposa, a ex-prefeita de Porto Seguro Cláudia Oliveira foram presos recentemente após pedido do Ministério Público Federal em decorrência à condenação na Operação Fraternos. O casal foi solto após pagar 200.000 (Duzentos mil reais) de fiança, o processo segue na justiça.

Denunciado, Bolsonaro teme fraude nas urnas em possível duelo contra Lula no ano que vem: assista

O presidente Jair Bolsonaro continua a ignorar denúncias de corrupção no governo na negociação de compra de vacinas, e, em conversa com apoiadores na manhã desta quinta-feira, voltou a questionar a segurança da urna eletrônica, dizendo que, “se não tiver voto impresso, vamos ter problemas o ano que vem”. Bolsonaro reclamou da articulação entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tema, e afirmou que caso o voto auditável não seja implementado no pleito de 2022, “eles vão ter que apresentar uma maneira de ter eleições limpas”. Na verdade, o voto já é auditável nas urnas eletrônicas.

“Estou me antecipando a problemas”, declarou o chefe do Executivo. Conforme tem defendido, mesmo sem apresentar provas, Bolsonaro afirma que o “voto auditável” trará a certeza “de que quem eu for votar vai ser eleito”. O tema, contudo, não tem apoio nem de sua base dentro do Congresso. Como mostrou o Estadão/Broadcast, presidentes de 11 partidos, que incluíram a base do governo, se reuniram no sábado (26), e fecharam um posicionamento contra o tema. Os caciques das legendas decidiram derrubar a proposta discutida na Câmara.

Bolsonaro, no entanto, não abandonou o discurso contra a alteração do sistema. “Como está aí, a fraude está escancarada”, voltou a afirmar. Segundo ele, a suposta adulteração nas urnas eletrônicas têm objetivo de tornar seu adversário político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencedor nas eleições de 2022. “Tiraram o Lula da cadeia, tornaram elegível para ele ser presidente na fraude. Isso não vai acontecer”.

Em críticas aos desafios que a pauta vem enfrentando no STF, Bolsonaro repudiou a postura dos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que atuaram para demover os partidos da ideia de aprovar o voto impresso. No que classificou de “articulação” entre os membros da Corte, Bolsonaro afirmou que, se resistência ao voto impresso prosperar, “esses três ministros vão ter que inventar uma outra maneira de termos eleições confiáveis”. Para o presidente, seu pedido é “a expressão da democracia”.

Contra o argumento de que a viabilização da votação impressa exigiria grande investimento público, Bolsonaro negou que seja um problema. “Dinheiro tem”, garantiu, e acrescentou: “Já está arranjado dinheiro para as eleições, para comprar impressoras”.

 

Senador Otto Alencar discute com advogado e ameaça chamar a polícia: assista

 

 

O senador Otto Alencar (PSD-BA), que estava presidindo provisoriamente a sessão da CPI da Covid, teve um bate-boca com o advogado Alberto Toron, presente na comissão para acompanhar seu cliente, o empresário Carlos Wizard. No auge da discussão, Alencar chegou a dizer que chamaria a Polícia Legislativa para retirar Toron da sala.

A confusão começou quando Alencar criticou o fato de Wizard permanecer em silêncio e não responder aos questionamentos dos senadores, amparado em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O senhor nega até que tomou e indicou a vacina para os seus familiares, mas de forma irresponsável receitou cloroquina e hidroxicloroquina para o povo brasileiro, para os humildes. O senhor foi muito irresponsável e fez isso no afã de querer agradar o dono do poder”, disse Alencar.

O senador reforçou que Wizard “amarelou” na comissão e, voltando-se ao advogado, disse que Toron estava “corado” e parecia “ter tomado banho de mar”.

“Eu não tomei banho de sol, nem de mar. Vossa excelência está errado”, disse o advogado.

“Não dei palavra ao senhor. O senhor está vermelhinho e ele amarelou”, rebateu o senador.

Toron então disse que Alencar se referiu a ele, mas não quis ouvir uma resposta. O advogado chamou essa atitude de “covardia”.

“Se gostei ou deixei de gostar, problema meu. O senhor se referiu a mim e não quer que eu responda. Isso é covardia”, disse o advogado.

Foi nesse ponto que Alencar ameaçou chamar a Polícia Legislativa.

“Não pode me chamar de covarde aqui não. Eu mando lhe retirar daqui. Polícia Legislativa para tirar esse senhor daqui. Tira agora. Ou senhor pede desculpa ou lhe tiro agora”, alertou Alencar.

‘Grande mal-entendido’

Toron ponderou que o senador havia se referido a ele de maneira “jocosa” e de modo a colocá-lo “em ridículo”, e ressaltou que tem respeito por Alencar.

Em tom mais ameno, o senador disse que a intenção era fazer um elogio ao advogado. “Eu disse que ele não teve coragem de responder, amarelou. Aí falei que o senhor não tinha ficado assim, eu quis lhe elogiar”, afirmou.

No microfone da tribuna, Toron disse que houve “um grande mal entendido”.

“Quero reafirmar o respeito e a admiração que tenho por vossa excelência. O senhor se referiu a mim como estando corado diante da falta de coragem. Eu entendi assim, e reagi porque entendi injusta. Mas, diante da fala de vossa excelência, que é um homem sábio, culto, me vejo com absoluta tranquilidade para dizer que tudo não passou de um grande engano e que vossa excelência não é um homem covarde”, disse Toron.

Na sequência, Alencar cumprimentou com um aperto de mão Toron e Carlos Wizard, e a sessão foi retomada. A redação é do G1

Robinson crava Rui ministro de Lula e diz que ACM Neto e João Roma são bolsonaristas “raiz” e “nutella”

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) cravou, em entrevista ao Jornal Tribuna da Bahia, que o governador Rui Costa (PT) pode virar ministro num eventual governo do presidente Lula em 2023. O ex-presidente aparece como líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, pontuando com 49% no último levantamento feito pelo IPEC entre os dias 17 e 21 de junho. Para o parlamentar, Rui não deve deixar o cargo em 2022 para ser candidato ao Senado Federal.

“Tudo que eu vejo leva a crer é que o governador vai ficar sentado na cadeira até 31 de dezembro de 2022, fazendo seu projeto mais importante na eleição que é eleger o sucessor. Em 2023, abre um leque de possibilidades, e nós não podemos descartar talvez a principal uma eventual vitória do presidente Lula, que ele possa ser o nome da Bahia no ministério do presidente. Um lugar de destaque para o estado, e certamente o governador reúne todas as credenciais para ocupar esse espaço”, afirmou Robinson.

Sobre a disputa na Bahia ao Palácio de Ondina, o deputado declarou também ter dúvida se o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto, presidente nacional do DEM, e o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), vão caminhar separados ou juntos na eleição contra o senador Jaques Wagner (PT). Robinson cutucou o democrata, a quem acusou de fazer jogo de cena mas dar sustentação política ao governo Bolsonaro, com o DEM ocupando dois ministérios (Agricultura e Secretaria Geral da Presidência da República), cargos de segundo e terceiro escalão na gestão federal e apoiando os projetos de Bolsonaro, como as privatizações da Eletrobras e da Refinaria Landulpho Alves e a pauta econômica que elevou o custo de vida e aumentou a desigualdade no Brasil.

“O ex-prefeito de Salvador é um bolsonarismo mais tradicional, mais raiz, porque já apoiou Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2018, é presidente do DEM, que compõe o ministério de Bolsonaro com a indicação de dois ministros, o Onyx Lorenzoni e a Tereza Cristina, e vota em todas as matérias apresentadas da agenda neoliberal por Bolsonaro na Câmara dos Deputados e no Senado. E João Roma poderia dizer que é o candidato ‘Nutella’, que não tem a tradição do bolsonarismo aqui”, pontuou.

Na entrevista, Robinson Almeida também analisou a crise sanitária no Brasil e acusou o presidente Jair Bolsonaro de ser o principal responsável pelo agravamento da pandemia, com mais de 510 mil mortes de brasileiros.

“O Brasil tem o presidente errado na hora errada. O governo Bolsonaro é o mais despreparado e incapaz para cuidar de uma pandemia dessa proporção no mundo, e o Brasil sofre tragicamente as consequências dessa incompetência. Mais de 500 mil vidas, muitas delas poderiam ter sido evitadas a morte, e a omissão, cumplicidade e a falta de atitude do governo Bolsonaro fez com que o Brasil ostentasse aí no topo em relação aos outros países do mundo a situação de caos na gestão da crise sanitária. A ausência da compra de vacina no momento adequado, o desdém do impacto da pandemia, a falta de gerência junto aos governadores e prefeitos com um plano nacional de enfrentamento, a troca e ministros da saúde tudo isso gerou a situação que nós vivemos nos dias de hoje”, enfatizou.

Deputado Daniel Silveira é preso de novo

deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) foi preso nesta quinta-feira (24), no Rio de Janeiro, por desrespeitar o uso de tornozeleira eletrônica.

A informação foi antecipada pelo colunista Valdo Cruz, da GloboNews.

O deputado havia sido preso em fevereiro por ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal e depois, desde o meio de março, autorizado a cumprir prisão domiciliar.

A decisão foi dada pela ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República, que apontou cerca de 30 violações ao uso da tornozeleira.

“Parte delas, em tese, foram objeto de pronunciamento por parte do órgão fiscalizador, que prestou informações indicando que o rompimento da cinta não teria sido intencional, que a bateria foi carregada dentro do período de tolerância ou ainda que a violação à área decorreu da visita do monitorado à central de manutenção […] os esclarecimentos trazidos aos autos, entretanto, não afastam o quadro de reiteradas violações do cumprimento cautelar. Para fins de registro, todas as ocorrências documentadas foram consolidadas na tabela abaixo, da qual é possível contabilizar cerca de 30 violações, entre as quais, quatro relacionadas ao rompimento da cinta/lacre, vinte e duas pertinentes à falta de bateria e cinco referentes à área de inclusão”, diz o texto do ministro.

A prisão

O deputado foi preso em razão de um vídeo em que fez apologia ao AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e pediu a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Daniel Silveira também é alvo de processo disciplinar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que pode levar à cassação do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) em razão do vídeo.

O processo que tramita no Conselho é baseado em sete representações diferentes.

Uma dessas representações foi apresentada pela Mesa Diretora da Câmara, encabeçada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Outras seis, de autoria dos partidos PSOL, PT, PSB, PDT, PCdoB, Rede e Podemos, foram unificadas à representação da Mesa, já que tratam do mesmo assunto. G1

Reportagem em atualização.

ACM Neto lidera com folga para 2022 e ameaça a hegemonia do PT na Bahia

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) lidera com folga a disputa eleitoral pelo governo da Bahia em 2022, segundo levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, entre os dias 20 e 24 de março, e ameaça a hegemonia do PT no estado que governa desde janeiro de 2007.

No primeiro cenário, ACM Neto tem 49,3% das intenções de voto contra 21,4% do senador Jaques Wagner (PT), que governou a Bahia por dois mandatos, entre 2007 e 2014.

Nos demais cenários pesquisados, a diferença a favor do candidato do DEM permanece acima dos 25 pontos percentuais (veja quadros abaixo).

O PT governa o estado da Bahia desde que Wagner conseguiu uma vitória espetacular – estava atrás nas pesquisas – na eleição de 2006 sobre o ex-governador Paulo Souto (PFL), apoiado pelo até então maior maior líder local, o senador Antônio Carlos Magalhões, avô de ACM Neto.

A vitória de Wagner marcou a derrocada da corrente política conhecida como carlismo, que, com pequenos períodos de alguma alternância, deu as cartas na política local desde os anos 1970, quando ACM avô foi escolhido em eleição indireta para governar o estado durante a ditadura militar.

Depois de Wagner, o PT ainda obteve mais dois mandatos como governador com Rui Costa (PT). O estado da Bahia sempre foi considerado um dos principais redutos petistas no país. No segundo turno da eleição presidencial de 2018, por exemplo, Fernando Haddad (PT) teve 68,6% dos votos válidos contra 31,4% de Jair Bolsonaro, então no PSL.

A eleição para o governo da Bahia é considerada uma das principais para o DEM, que tenta retomar o protagonismo nacional após ter sido um dos partidos mais vitoriosos nas eleições municipais de 2016 – o candidato de ACM Neto, Bruno Reis (DEM), foi eleito no primeiro turno como o candidato com a maior votação percentual em todo o país (64,2%).

Coronel vota pela privatização da Eletrobrás e da Chesf e deputados do PT detonam senador: “envergonha a Bahia

Os deputados Robinson Almeida e Paulo Rangel, do PT, criticaram veementemente o senador Ângelo Coronel (PSD) por votar a favor da privatização da Eletrobrás, no Senado Federal, nesta quarta-feira (17). Coronel não seguiu a posição dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), que votaram contra a Medida Provisória 1031, defendida pelo governo Bolsonaro, que deve encarecer, segundo especialistas, em até 20% a conta de energia e oferecer riscos de apagão no Brasil. Os deputados também alertam para a insegurança hídrica que a privatização provocará no Vale do São Francisco e em todo Nordeste.

“Ao votar a favor da privatização da Eletrobras e da Chesf, Coronel traiu a confiança dos eleitores que o elegeram pra defender os interesses do povo trabalhador, dos ribeirinhos e dos baianos mais simples, que não podem pagar mais caro pela energia. Privatizar a Eletrobrás é um crime contra o Brasil e contra nossa soberania energética”, afirmou Robinson Almeida, que é engenheiro eletricista.

“O voto dos senadores Wagner e Otto contra a privatização da Eletrobras e da Chesf honra a Bahia. Já o voto de Coronel a favor da privatização envergonha a Bahia no senado”, endossou Paulo Rangel, que é funcionário da Chesf.

 

“Coloca em perigo o uso múltiplo das águas, em especial a utilização do Rio São Francisco, que é o provedor da Chesf. Coloca em risco o abastecimento de água pra consumo humano, consumo animal e a irrigação dos pequenos produtores rurais”, observa Rangel.

Os parlamentares também alertam que a medida apoiada por Coronel, associada a política econômica de Bolsonaro, ultraliberal, vai fazer com que a conta de luz fique mais cara como está o preço da gasolina, do gás de cozinha e mesmo da cesta básica.

“Tudo disparou por causa dessa política econômica nociva de Bolsonaro para o Brasil e, sobretudo, para os mais pobres, que ganham em real e tem seu custo de vida pago em dólar. Nosso projeto político é contra essa plataforma, esse projeto que produz desigualdade, que traz de volta o fantasma da fome e que dilápida o patrimônio nacional. Por isso, Coronel ao votar pela privatização da Eletrobrás, com esse projeto de Bolsonaro, envergonha a Bahia e trai os baianos”, enfatizam os deputados Robinson Almeida e Paulo Rangel, em nota.

A MP que prevê a privatização da Eletrobras recebeu 42 votos a favor e 37 contra. O texto agora volta à Câmara dos Deputados. Ele precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional até 22 de junho, ou perde a validade.

Eletrobras

Maior empresa de energia elétrica da América Latina e sexta empresa mais lucrativa do Brasil, a Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 6,4 bilhões em 2020. A expectativa de lucro da empresa em 3 anos é de R$ 30 bilhões. A estatal está avaliada, sem as linhas de transmissão, em R$ 370 bilhões, mas o governo Bolsonaro projeta vende-lá por R$ 25 bilhões.

A estatal começou a ser projetada no governo do presidente Getúlio Vargas, em 1954, com a criação das Centrais Elétricas Brasileiras. A proposta, contudo, enfrentou grande resistência da classe política da época e só foi efetivada 7 anos mais tarde, quando o presidente Jânio Quadros assinou a Lei 3.890, autorizando a constituição da Eletrobras. A instalação da estatal aconteceu no ano seguinte, já no governo do presidente João Goulart.