Blog do Edyy

Bomba em Itororó: Vice-prefeita pede exoneração da Secretaria de Finanças

Depois do vereador Ariel Magalhães do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Itororó renunciar ao cargo de líder do governo Paulo Rios, na Câmara, agora foi vez da vice-prefeita que pediu a exoneração.

A vice-prefeita e secretária de Planejamento e Finanças, Marcília Costa (PSDB), pediu exoneração da pasta na última Sexta – feira . O decreto com a exoneração deve ser publicado ainda na próxima segunda-feira (11).

O radialista Rubinho Cordeiro, apresentador do programa “Alô Jornal”, da Rádio Jornal de Itapetinga, conversou com exclusividade com a vice-prefeita de Itororó, Marcília Costa. Ela informou à redação que pediu exoneração da Secretaria que chefiava.Em conversa, Marcília disse que o motivo é pessoal e não existe nenhum tipo de motivação política.

Parece que nos bastidores o Governo Paulo Rios está se desintegrando, importantes figuras políticas do seu governo tem se desvinculado de sua gestão em um curto espaço de tempo.

Será que veremos mais pessoas querendo pular fora desse barco nos próximos dias?

Itapetinga: Ex-presidente do MDB classifica PT como “câncer do país”

Em entrevista à Rádio Fascinação, neste sábado (9), o ex-presidente da Comissão Executiva do MDB de Itapetinga, Darwin Nunes falou sobre o posicionamento da Comissão Executiva do partido no município.

O dirigente partidário destacou a liderança do atual presidente da sigla na cidade. “Michel Hagge sempre tomou seus posicionamentos políticos com muita coerência e transparência, colocando os interesses de Itapetinga acima de tudo”, afirmou Nunes.

Darwin comentou também sobre a decisão do prefeito Rodrigo Hagge (MDB) em apoiar a pré-candidatura ao Governo do Estado, do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB). “O prefeito Rodrigo Hagge acertou em apoiar ACM Neto e teve apoio da nossa militância e base política. Ele segue a linha do ex-Michel Hagge de agir sempre com coerência, observando o que é melhor para nossa cidade”, disse o emedebista.

Darwin Nunes finalizou a entrevista reforçando que o MDB de Itapetinga não marcha com o Partido dos Trabalhadores (PT). “Na administração do PT, Itapetinga vivenciou uma depressão de oito anos. Nós estamos acompanhando na gestão de Rodrigo uma transformação na cidade. Estamos sempre na luta para tirar o PT, um câncer para o nosso país”, encerrou.

União Brasil entra com ação no STF para anular eleição na Câmara de Salvador

O União Brasil ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a anulação da eleição que garantiu o terceiro mandato consecutivo do vereador Geraldo Júnior (MDB) como presidente da Câmara de Salvador. Assinada pelos advogados Fabrício Medeiros e Ricardo Martins, a ação será julgada pelo ministro Kassio Nunes Marques. O partido tem como secretário-geral ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia pela sigla.

Na ação, os advogados argumentam que a emenda 39 inserida na Lei Orgânica do Município de Salvador viola os “princípios republicano e do pluralismo político” ao permitir a recondução da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores na mesma legislatura.

“As abruptas alterações legislativas promovidas pela Emenda nº 39 e Resolução nº 3.095/2022 modificaram por completo o panorama eleitoral da Mesa Diretora da Casa Legislativa de Salvador”, diz a ação. “Daí a necessidade de intervenção judicial através da presente demanda, buscando o reconhecimento da violação aos princípios republicano e do pluralismo político”, afirma outro trecho.

No documento, os advogados dizem que Geraldo Júnior fez “escancarado drible à Constituição Federal” para “ser reconduzido à Presidência, buscou consolidar sua indicação a vice na chapa do pré-candidato do Partido dos Trabalhadores ao governo”.

Itapetinga: “É um laço forte que não irei esquecer”, afirma João Leão sobre apoio de Rodrigo Hagge a sua pré-candidatura e de ACM Neto

Em entrevista exclusiva ao programa Radar 660 da Rádio Jornal de Itapetinga, nesta sexta-feira, 8 de Abril, o vice-governador e pré-candidato ao Senado, João Leão (PP) agradeceu ao prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge (MDB) pelo apoio a sua pré-candidatura, como também ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), pré-candidato ao Governo do Estado e afirmou o seu compromisso com o município, caso seja eleito.

“É um laço forte com Itapetinga que não irei esquecer”, disse o presidente estadual do Progressistas, que recordou durante a entrevista da sua amizade com o ex-prefeito e ex-deputado estadual Michel Hagge e com a ex-deputada estadual Virgínia Hagge (In Memorian), respectivamente avô e mãe do atual gestor da Capital da Pecuária Baiana.

João Leão sinalizou ainda como provável a vinda dele e de ACM Neto (UB) a 50ª Exposição Agropecuária de Itapetinga, que será realizada no próximo mês de Maio no Parque de Exposições Juvino Oliveira.

Vice-presidente do MDB, ex-ministro João Santana declara apoio a ACM Neto em Irará

Ex-candidato ao governo da Bahia em 2018 pelo MDB, o ex-ministro João Santana, atual vice-presidente da sigla, acaba de declarar apoio à candidatura de ACM Neto (UB) a governador.

A manifestação ocorreu há pouco em Irará, cidade que Neto visita esta tarde. O vice-presidente do MDB subiu no palanque e declarou apoio ao candidato do União Brasil à sucessão estadual.

O MDB aderiu à campanha de Jerônimo Rodrigues, do PT, ao governo, indicando como seu vice o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr.

Candidaturas laranjas: TSE mantém cassação de três vereadores que se beneficiaram de fraude na cota de gênero

Seguindo entendimento do Ministério Público Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (5), derrubar a liminar que suspendia a cassação dos mandatos de três vereadores de Cajobi (SP) eleitos pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP), Rossano José Righetti, Marcelo Donizete Alexandre e Anderson Cristiano Moraes tiveram seus mandatos cassados em razão do uso de candidaturas fictícias para fraudar a cota de gênero.

A Corte entendeu que os parlamentares se beneficiaram da fraude, visto que o uso de candidatas laranjas – para burlar o mínimo de 30% de candidaturas femininas exigidas por lei – possibilita que um maior número de homens disputem o cargo proporcional. Em parecer enviado ao TSE, o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, defendeu a derrubada da liminar, já que o TRE/SP “apontou a existência de prova robusta de fraude”.

Segundo acórdão da Corte Regional, duas candidatas do partido para a Câmara Municipal não receberam nenhum voto, nem realizaram qualquer ato de campanha. Além disso, não abriram conta bancária para arrecadação de recursos, nem receberam doação do candidato majoritário do partido ao cargo de prefeito, que doou R$110 a todos que disputavam o posto de vereador.

Também consta nos autos que o sobrinho de uma das candidatas fictícias disputou a mesma eleição para o cargo de vereador. Para o TRE/SP, as provas evidenciaram que as candidatas não tiveram a real intenção de disputar uma cadeira no legislativo municipal e que seus nomes foram registrados apenas para atender o percentual de 30% de candidaturas femininas exigido por lei.

Ao apresentar voto vista, nesta terça-feira (5), o ministro Alexandre de Moraes afirmou que o caso apresenta todos os requisitos necessários para caracterizar fraude na cota de gênero. “Temos defendido a implantação e a imposição da cota de gênero por ser um relevante instrumento, não só para assegurar formalmente a participação das mulheres, mas para garantir materialmente a participação feminina nas eleições”, destacou Moraes, ao defender a cassação da liminar.

O ministro Benedito Gonçalves – sucessor na Corte do ministro Luis Felipe Salomão, que havia concedido a cautelar com efeito suspensivo – reformulou o voto, ressaltando ter identificado elementos robustos que comprovam o caráter fictício das candidaturas femininas. “O partido nem sequer distribuiu material de campanha próprio para as candidaturas fictícias, assim como fez para os demais candidatos, condição evidenciada no acórdão do Tribunal Regional”, pontuou. Com o ajuste, todos os demais ministros do TSE seguiram o voto do relator para derrubar a liminar e negar o pedido feito pelos autores do recurso.

Prestação de contas – Em outro caso julgado nesta terça-feira (5), o TSE retomou a análise da prestação de contas do Diretório Nacional do Partido Republicano da Ordem Social (PROS) referente ao exercício financeiro de 2016. Em parecer enviado à Corte, o MP Eleitoral defende que as contas do partido sejam desaprovadas, em razão de uma série de irregularidades na comprovação de gastos envolvendo quase 90% do valor recebido pela legenda do Fundo Partidário.

Na manifestação, o vice-PGE sustenta que o PROS deve ressarcir aos cofres públicos cerca de R$13 milhões, além de devolver ao Tesouro Nacional outros R$404 mil e destinar R$606 mil para a criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres. As irregularidades apontadas envolvem o recebimento de recursos de origem não identificada, a falta de comprovação de gastos com aeronave, maquinários, viagens, imóveis e impressão de material, além da falta de destinação de recursos ao fomento da participação feminina na política.

Após o voto do relator, ministro Sérgio Banhos, pela desaprovação das contas, o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes. O julgamento será retomado na próxima quinta-feira (7).

Bomba na política conquistense: MDB move ação contra o vereador Luiz Carlos Dudé por infidelidade partidária

O presidente da Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista, no Sudoeste, Luis Carlos Batista de Oliveira, o Luis Carlos Dudé, foi acionado na Justiça pelo próprio partido acusado de infidelidade partidária. Na ação, o diretório estadual do MDB pede a perda de mandato de Luis Carlos Dudé.

O caso ocorreu após o presidente da Câmara conquistense indicar a mudança de partido para o União Brasil, como forma de acompanhar a candidatura ao governo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto. No entanto, Luís Carlos Dudé não mudou de partido, mas o problema já tinha sido gerado com a direção estadual do MDB.

A legenda considerou que Dudé tinha se desfiliado do partido sem dar satisfação, o que foi interpretado como deslealdade.

“Não obstante ter o acionado se utilizado do MDB para se eleger, no dia 31 de março de 2022, o Partido foi surpreendido com inúmeras notícias e fotos onde demonstravam que o primeiro acionado, de forma abrupta e injustificável, teria se filiado ao Partido União Brasil, conforme certifica a documentação acostada”, diz trecho da ação.

Conquista: Em nota, prefeita Sheila Lemos solta o verbo em resposta à vereadora Lúcia Rocha

Nota Oficial

Em respeito à verdade, a prefeita Sheila Lemos vem a público manifestar sua estranheza em relação às afirmações feitas pela vereadora Lúcia Rocha, presidente do Diretório Municipal do MDB em Vitória da Conquista, em nota distribuída à imprensa.

No documento, a parlamentar apresenta como viés para sua mudança de apoio para o pré-candidato do PT a governador, uma inexistente recusa do pré-candidato a governador ACM Neto.

Alega a vereadora que a direção estadual do MDB lhe concedeu total autonomia para apoiar qualquer pré-candidato ao governo do Estado, em uma tentativa frustrada de convencer as pessoas de que ela estaria desobrigada de apoiar os novos companheiros do seu partido. Justamente ela que ganhou a direção do MDB municipal por gesto dos irmãos Vieira Lima e que já anunciara, por indicação dos mesmos, dobradinha com o emedebista e presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Geraldo Júnior, que de pré-candidato a deputado federal passou a ser pré-candidato a vice-governador na chapa petista.

Decidida a apoiar o PT, a vereadora, no entanto, retoma a versão já envelhecida de que “membros do MDB foram convidados a se desfiliarem do partido para migrarem a outro de interesse da gestão”, como mais uma justificativa para sua adesão ao projeto petista para eleição de governador. Mas, ela sabe que a desfiliação em massa se deu por contrariedade à sua direção e à sua posição em favor de um pré-candidato que nunca seria o do MDB de Herzem Gusmão.

Com seu posicionamento, a vereadora Lúcia Rocha se afasta, de uma vez, do legado do saudoso ex-prefeito, que jamais apoiaria essa conversão definida pelo MDB, partido que ele ajudou a se fortalecer na Bahia.

No que concerne ao desrespeito à memória do saudoso prefeito, que nos deixou em março do ano passado, Lúcia Rocha tenta retirar de Herzem os méritos da própria reeleição, afirmando que a vitória se deveu ao partido dela e não ao trabalho de envergadura que o ex-prefeito realizou na condução do município, com obras e ações que marcaram a história.

As demonstrações de que Vitória da Conquista, ao contrário da vereadora, não aceita romper com o legado político de Herzem, são incontestáveis – por isso a desfiliação em massa – e incluem a decisão de suas duas filhas de se filiarem ao União Brasil, e não ao MDB, hoje na Bahia associado ao PT e contra o projeto novo que se constrói no estado, com ACM Neto na liderança.

Mais compreensível seria a vereadora, que recebeu apoio do governo municipal desde o primeiro momento, tendo, inclusive, usado marcas, propostas, projetos e realizações da gestão em sua propaganda nas redes sociais, admitir, de logo, seu apoio à chapa petista, o que seria uma elogiável atitude de lealdade e de ética, ao invés de tentar construir narrativas inverídicas que não ajudam no seu histórico e tampouco na sua pretensão de assumir cargo na Assembleia Legislativa.

Vitória da Conquista, 4 de abril de 2022

Leão e Neto fazem primeira viagem juntos e participam de ato em Piatã, na Chapada

Na primeira viagem ao interior da Bahia ao lado do pré-candidato ao governo, ACM Neto (UB), o vice-governador João Leão, pré-candidato ao Senado, falou que o futuro do desenvolvimento econômico e da geração de emprego passa pela mineração e construção de uma política de estado para este setor. A declaração foi feita nesta segunda-feira (04), durante evento no distrito de Inúbia, em Piatã, na Chapada Diamantina, onde há atividade mineira.

“A Bahia pode muito mais na mineração, hoje ocupamos o terceiro lugar, mas com Neto no governo e eu no Senado Federal esse quadro vai mudar. Vamos trabalhar arduamente para colocar a Bahia no topo do setor mineral, de forma sustentável, pensando no meio ambiente e no social, e na geração de emprego neste segmento”, disse.

A comitiva de Neto e Leão visitou a mineradora Brazil Iron, que explora minério de ferro no município, gera 400 empregos diretos, sendo 80% com mão de obra da região, e outros 2 mil empregos indiretos.

Hoje a Bahia ocupa a terceira posição na produção de minério de ferro, atrás apenas de Pará e Mines Gerais. Também participaram da assinatura de ordem de serviço para pavimentação asfáltica de 28km da BA-148, que liga Piatã ao distrito.

“ACM Neto está com muita vontade de fazer uma transformação nesta Bahia, Leãozinho também. Então, juntos, vamos rodar esse estado levando esperando de um tempo melhor para todos os baianos e baianas”, reforçou Leão.

 

Gastos com marqueteiro na campanha de Lula podem chegar a R$ 45 milhões

A contratação do marqueteiro Augusto Fonseca e de sua agência, a MPB Estratégia e Criação, ampliou um intenso embate que transcorre nos bastidores do PT e da pré-campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fonte de suspeitas de caixa 2 em outras disputas, o marketing eleitoral da futura campanha de Lula já revive as cifras milionárias do passado.

Segundo apurou o Estadão, o primeiro orçamento apresentado pela agência escolhida foi de R$ 45 milhões para ações de comunicação. A briga pelo controle dos recursos milionários se tornou o ponto central das divergências entre os grupos do ex-ministro da Secretaria da Comunicação Social Franklin Martins – conselheiro mais próximo de Lula – e o do secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto.

O secretário petista era contra a contratação de uma agência e defendia “estatizar” o marketing da campanha, mantendo as ações dentro da máquina do partido. Com apoio de Lula, Franklin bancou a escolha de Fonseca após uma concorrência na qual os valores não foram apresentados previamente, segundo dirigentes da legenda e integrantes da pré-campanha.

O valor pedido pela MPB é comparado por petistas aos cobrados por Duda Mendonça, histórico marqueteiro que ajudou Lula a se eleger em 2002 e que morreu no ano passado. Naquela campanha, Fonseca auxiliou Duda. A MPB fica em um prédio na Avenida Nove de Julho, em São Paulo, dois andares abaixo da antiga agência do simbólico marqueteiro das campanhas petistas. Além de Fonseca, os outros dois sócios da MPB, Manoel Antonio Canabarro e Eduardo de Matos Freiha, também atuaram com Duda. Canabarro já foi o braço direito do publicitário. Freiha chegou a ser condenado no mensalão.

Dirigentes do PT e integrantes da campanha afirmaram ao Estadão, sob condição de reserva, que apenas após a escolha ser feita por Franklin – e avalizada por Lula –, foram discutidos os preços dos serviços. Fonseca apresentou a cobrança de R$ 45 milhões para o primeiro turno da disputa. O valor envolve gastos com o marketing, locação de câmeras, ilhas de edição e serviços relacionados às redes sociais e internet. Está excluída do pacote a demanda de pesquisas, que costuma atingir valores milionários.

O Estadão mostrou, em março, que Franklin e Tatto têm protagonizado discordâncias sobre como conciliar a propaganda de Lula e do partido na corrida presidencial. A contratação da MPB acirrou a disputa interna e a levou para o campo financeiro, diante do elevado montante de recursos envolvido. Segundo dirigentes do PT, integrantes da pré-campanha e profissionais próximos de Fonseca, há uma negociação para reduzir este valor.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), empresas de pesquisa eleitoral, produtoras e locadoras de equipamentos custaram R$ 29 milhões em 2018, somadas a pré-candidatura de Lula – que acabou preso e barrado pelo TSE antes do pleito – e a candidatura de Fernando Haddad. O marqueteiro era Otávio Antunes, que fará a campanha do ex-prefeito ao governo de São Paulo. Antunes é jornalista e foi chefe de comunicação da Fundação Perseu Abramo. Tem boa relação com Tatto, para quem trabalhou na campanha ao Senado naquele ano.

Em 2005, em meio ao mensalão, Duda Mendonça confessou ter recebido R$ 10,5 milhões em caixa 2 no exterior para a campanha de Lula. Ele acabou absolvido, mas se tornaria delator anos depois, na Operação Lava Jato. Sócio da MPB, Freiha era produtor de vídeo de Duda à época. As investigações, no entanto, mostraram que seus serviços iam além das câmeras e ilhas de edição. Em 2015, foi condenado por evasão de divisas sob acusação de controlar contas atribuídas a Duda que receberam US$ 2,5 milhões no exterior. Em segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 3.ª Região reconheceu a prescrição da pena.

Quando a contratação da agência foi anunciada, somente o nome de Fonseca foi mencionado pela assessoria de Lula. Freiha é sócio administrador da MPB e participará da campanha como diretor de vídeo. Nas eleições de 2018, a MPB recebeu R$ 10 milhões pela campanha de Ciro Gomes (PDT). Hoje, Ciro tem como marqueteiro João Santana, que fez as campanhas de Lula, em 2006, e da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Santana foi delator na Lava Jato e confessou ter recebido valores da Odebrecht e da JBS no exterior pelas campanhas petistas. O marqueteiro e sua ex-mulher, Mônica Moura, devolveram R$ 80 milhões aos cofres públicos em seus acordos de delação.

Fonseca também trabalhou para a campanha de Aécio Neves (PSDB) em 2014, quando o então senador rivalizou com Dilma. Quando a petista foi reeleita, em 2014, último ano em que contribuições de empresas foram permitidas na disputa presidencial, a arrecadação foi de R$ 318 milhões. Em 2018, a campanha do PT ao Planalto recebeu valor bem inferior: R$ 55 milhões. Mas, com o aumento do fundo eleitoral aprovado pelo Congresso e avalizado pelo Supremo Tribunal Federal, partidos vão receber R$ 4,9 bilhões em recursos públicos. Atrás apenas do União Brasil, o PT terá a segunda maior fatia do bolo de recursos públicos: R$ 484 milhões para gastar em campanhas.

Procurados, Augusto Fonseca e Eduardo Freiha não se manifestaram. A assessoria de Lula e de Franklin Martins afirmou que não faria comentários sobre divergências internas do partido e valores da campanha. Sobre a contratação da MPB, disse que foi realizada uma concorrência entre quatro agências, e que foi escolhida a melhor proposta na opinião do ex-presidente, da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e de Franklin.

O PT nacional afirmou que “os valores e contratos com fornecedores para a campanha eleitoral serão negociados no devido tempo, de acordo com a legislação e levando em conta os recursos disponíveis das três fontes: fundo eleitoral, Fundo Partidário e arrecadação própria” do partido.